quinta-feira, 26 de abril de 2012

"Infelizmente ou felizmente,


                   


não sei bem. De vez em quando me dá uma saudade de você. Saudade de saber que você vai estar lá quando eu chegar. Que você chegará enquanto eu espero. Saudade de saber, que você irá sorrir pra mim, meio torto, meio amarelo, meio tímido, mas ainda sim, você irá sorrir. Saudade do seu cheiro na minha roupa, das marcas de mordidas pelo o corpo, do seu gosto na boca. Saudade da sua risada engraçada, dos seus abraços esmagadores, das suas palavras trocadas. E mais saudade ainda, dos seus sussurros pouco entendíveis, do seu sorriso safado, do seu olhar desconfiado e por fim, dos seus beliscões. Saudade de uma ligação sua, de um sms qualquer pela madrugada, de visitas surpresas. Saudade da sua importância. É uma saudade meia mastigada, vomitada, cuspida, mas nunca, nunca engolida. É a saudade de te esperar na varanda, de saber o dia do dentista, de te dizer o quão está frio ou calor. Saudade de te perguntar coisas bobas, de te ligar por besteiras. De beijo na chuva, horas no sofá. Chaves e a Fantástica Fábrica de Chocolates. É saudade de de sentir saudade, é a saudade da certeza de que você virá ou ligará. É saudade de querer está perto de você, de te arranhar, te bater e as vezes até te xingar. Saudade de dizer "Não" querendo que você entendesse como um "Sim". Saudade de falar e fazer besteiras, de compartilhar segredos, de perder o medo, de te ter aqui. E cada dia é saudade de novo, saudade nova, de uma pessoa velha. Todo dia é um aperto no coração, uma mordida nos lábios de impaciência, uma voz no subconsciente gritando que tá tudo errado. Todos os dias é a mesma vontade de pegar o celular e ao invés de ligar e falar, ligar e gritar, que a saudade é torturante e que dói, que fere, que corta, que arde e que demora pra cicatrizar. É a saudade do começo e do meio, que tortura na saudade do fim."

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