segunda-feira, 23 de abril de 2012

"E lá vamos nós de novo.

               



Dessa vez sem expectativas, sim?! Poderíamos, aliás, nós deveríamos concordar que não podem existir sentimentos entre nós, não daqueles que rompem as barreiras do infinito. Deveríamos concordar, que só esses que nós críamos, que nós inventamos, que fantasiamos já está bom o bastante. Dessa vez, sem exageros, tudo bem?! Vamos começar devagar, talvez, como se nós nunca tivéssemos nos conhecidos. Quando me beijar de novo, faça como se fosse a primeira vez, como se os seus lábios não conhecesse os meus. Me abrace como se o meu corpo não conhecesse os seus braços e vice-versa. Finja que nunca me viu. Finja que não conhece os meus sorrisos, minhas caras, minhas manias, minhas palavras erradas e atropeladas no nervosismo. Quando tocar na minha mão de novo, segure firme e dessa vez, sem intenção de solta-la tão rapidamente. Me dê segurança, mas sem esperanças, está bem?! Não me faça acreditar que ainda pode existir algo entre nós, não me faça acreditar nas nossas próprias invenções de sentimentos. Que dessa vez, existam limites e que por ventura, sejam limites imensos pra que não haja motivos que nos faça ultrapassar. Entenda bem, essa não é uma nova chance sua, é uma nova chance nossa. Uma chance que estamos nos dando, pra que façamos tudo diferente, só que pense bem: Nós temos uma vantagem dessa vez, nós já sabemos como pode acabar e sabemos o que não queremos repetir. Então, vem, vamos lá de novo. Vamos começar, tudo certo dessa vez, está bem?! Não me decepcione, não crie falsas esperanças e muito menos sentimentos fortes demais. Vamos combinar, que não passará de amizade e tudo ficara bem no final. E você está permanentemente proibido de me dizer palavras bonitas, pode ser?! É só mais uma proteção pra montanha russa de emoções que está por vim. E uma outra exigência: Não me venha com aquele sorriso que me faz derreter inteira, ok?! E uma outra, um tanto em comum com a última, não me venha com as suas maiores qualidades, me mostre todos os seus defeitos de cara e eu te garanto, que nada vai se repetir, absolutamente nada! Entende o que acontece aqui, não entende? É uma milésima chance, pra que a gente possa fazer tudo de novo, sem exageros. É como se fosse um combinado, um juramento, uma promessa. Dessa vez, não nos deixaremos levar, está bem?! É tudo pelo o bem do nosso bem, concorda? É só eu te dar a mão e seguir os combinados e tudo ficará bem, não é?! Então eu vou... E com um medo bem menor do que a minha vontade, lá vamos nós de novo."

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