sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
"Promete pra mim?
Não, melhor que não prometa, porque eu sei que se você prometer, eu vou me decepcionar de novo, mas eu espero que se lembre, não só de mim. Eu quero que você se lembre de quando nós pensávamos que existia um nós, eu quero que você se lembre do nosso sofá. Que você se lembre das minhas mordidas dolorosas, dos meus selinhos demorados, dos meus sussurros poucos entendíveis, da minha mania constate de te encarar, mexer no cabelo, sorrir e abaixar o rosto. Eu quero que você se lembre da minha implicância absurda com o seu boné e do meu gosto parcialmente enorme pelo o seu cheiro. Quero que você lembre de todas as vezes que eu reclamei da sua mão gelada. E que você não esqueça do jeito como eu te aperto. E é melhor que não prometa, mas se você for prometer, prometa não esquecer das nossas discussões bobas e dos meus sms gigantescos em uma madrugada de sábado. E não esquece, não esquece das lágrimas e mais ainda, dos sorrisos, das nossas risadas, da nossa saudade, da nossa amizade. Deixa na sua mente o jeito como os meus dedos acariciavam o seu rosto e entrelaçavam seus cabelos. Guarda bem a minha imagem com a sua blusa de frio bem maior do que eu, guarda o som da minha risada ecoando nos seus pensamentos, minha voz irritante e as minhas besteiras constante. Tenta não esquecer da minha dificuldade com palavras com "r" e do meu bico quando algo não saía como planejado. Não que você prometa, mas caso prometer, não esquece das minhas crises de ciúmes, dos meus segredos e de todas as vezes em que eu omiti algo pra você. E por favor, se tiver na sua mente me prometer algo, me promete que não vai mais partir e que se partir, nunca mais vai voltar? Mas se for possível, digo, se você quiser, só me promete ficar, mas fica mesmo, fica perto, não me decepciona mais não. Tá machucando tanto."
domingo, 6 de novembro de 2011
"E todo o fim de semana,
você vê ela de salto alto, sorriso no rosto e copo na mão, em plena Rua Augusta rodeada de pessoas. Você escuta sua risada pouco escandalosa e sua voz muitíssimo irritante e dentro de você, existe o pensamento que ela é realmente feliz. Mal sabes, meu querido, que ultimamente nada dá certo pra ela. Há pouco, o seu namoro "eterno" acabou de tal forma que nem mesmo ela tem uma explicação pra isso e sua mente se viciou em pensar em um garoto tão oposto que as vezes, parece algo imaginário. Perdeu um ano letivo por causa da sua saúde nada forte e até pouco tempo pagava à um terapeuta pra saber quem é. Seus amigos tendem a seguir sua vida sem ela e o seu peito transborda de decepções. Sinceramente, ela não tem em quem confiar e de vez em quando ela duvida da sua própria capacidade. Ela deixou de se esconder atrás de livros, ultimamente nem mesmo eles tão ajudando nas explicações. E ela continua sem saber e gostar de se explicar. Pra falar a verdade, ela tá deixando pessoas e sentimentos de lado mesmo quando a vontade é ir atrás e dizer: "Vem cá, eu sinto sua falta.". Ela tá crescendo, crescendo e se escondendo em si mesma. O medo da mentira, o medo da decepção anda impedindo ela de se relacionar com pessoas, preferindo assim suas revistas em quadrinhos. O grande problema talvez seja, que ela ainda seja a mesma, escondida em si própria. Ela criou dentro de si, um escudo, forte o bastante pra não deixar ninguém a devastar de novo. Todas as manhãs, ela coloca o bom e velho sorriso no rosto e parte pra sua pequena jornada diária como se na noite passada ela não tivesse chorado por toda uma vida. Ela cansou de tanta coisa, ela cansou de si própria e resolveu se recolher, de novo. Sem previsão de volta, sem previsão de Sol. Dentro dela, tudo é chuva. E ela vai continuar levando a vida, na sua pequena jornada diária, sem abaixar a cabeça pra ninguém, colocará o sorriso no rosto e não deixará ninguém tirar. Ela tá acostumada com a própria farsa, da sua felicidade irreal."
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